FIT

1988 - 1998

CATÁLOGO “OLIMPÍADAS DE SEUL” – 1988

fotos de Bob Wolfenson

CATÁLOGO ” CASA MODERNISTA” – 1988

Fomos Bob Wolfenson, Renata e eu para o Guarujá num dia nubladíssimo, branco, que contribuiu à idéia “concretista”.

CATÁLOGO “SERIGRAFIAS” – 1989

A Renata incentivava as invenções e eu tinha medo de fotografar. O resultado foram essas serigrafias impressas. Com a ajuda de minha animada e solidária assistente Laura Cardoso.

CATÁLOGO “PRATA” – 1990

Como podemos observar, a luz destas fotos é inspirada na propaganda política da revolução russa. Eu não saberia fazer de outro jeito. A vigência na época era o flash colocado bem diante das modelos. E também não sabia lidar com cromos, que exigiam medições constantes e precisas. Fui buscar filmes negativos. Havia pouca variedade por não serem usuais. E lancei mão de um último recurso também barato que são as gelatinas como reforço à intensidade das cores. As ampliações permitiam correções ainda no laboratório. Aluguei refletores de locadoras de cinema, muito baratas na época. Com esse equipamento tinha a sensação de ter maior controle. Me sentia mais no controle das construções por me permitir observar e compor as cenas com variadas fontes de luz. Apesar de ter causado certa estranhesa, Renata Smulevitch e eu chegamos à conclusão que o resultado estava interessante assim.

CATÁLOGO “RECORTES” – 1993

Parece computação mas não é. São simples truques ópticos. Ainda não lidávamos com o Photoshop. A idéia dos recortes é de Suzana Jeha.

CATÁLOGO ” ACIDENTE” – 1993

No início de 1993, construí em meu estúdio da Vila Madalena, um amplo terraço de cobertura. Muito ensolarado e impecavelmente branco de cal.A cristalina luminosidade outonal paulistana a nosso favor garantiria o registro da vivacidade das cores da coleção desse inverno Fit. Nesse trabalho, não tínhamos dúvidas sobre os bons resultados mas, no telefonema do laboratório, as notícias eram ruins: os negativos estavam tão negros, que mal se distinguiam as figuras; os contatos desses negativos estavam completamente brancos, com manchinhas que lembravam o corpo humano. Descobrimos que a cortina da infalível Leica SL2 estava com defeito nos ajustes de tempo. Isso era terrível na era do analógico. Produzir de novo as fotos incorreria em custos, atraso na gráfica, atraso no lançamento da coleção. E a incerteza das nuvens no céu. O jeito foi insistir aos deuses. Então o laboratorista (Sérgio, do A3) expôs cerca de 4 minutos cada ampliação, quando o tempo usual é de alguns segundos. Comecei achar o resultado interessante, mas ainda estava temeroso. Foi minha assistente Suzana Jeha que, com a peculiaridade de seu olhar, definiu que deveríamos seguir adiante e utilizar o material como estava. Naturalmente, mais uma vez a Renataaceitou e gostou. Nos anos seguintes, continuamos a explorar o resultado desse “acidente”.

CATÁLOGO “IBIRAPUERA” – 1994

CATÁLOGO “EMBRULHADOS” – 1995

Para ver coisas bonitas na cidade de São Paulo, é preciso mirar o olhar seletivamente, isolando o que está em volta. Neste caso, embrulhamos com enormes panos brancos o que não interessava. O sujo e o feio. Queria também uma certa imprecisão. Para isso recorri a slides preto e branco “amadores” da Polaroid. Com isso esse processo de revelação in loco, podiamos ver os resultados em minutos.

CATÁLOGO “CIRCO” – 1990

CATÁLOGO DE INVERNO – 1998

Depois de inúmeros catálogos fotográficos, passamos a convidar diversos artistas para desenhá-los. A mim coube o inverno de 1998.